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Comunicação Eleitoral

  • 2 de out. de 2016
  • 3 min de leitura

Todo ano de eleição é a mesma coisa, centenas de milhares de postulantes se candidatam a cargos executivos e legislativos com o anseio de representar a população de seu país, município ou estado, criando projetos, aprovando leis e gerindo as finanças públicas, aplicando os recursos em prol do povo em demandas como: segurança pública, educação, esporte, saúde, transporte, dentre outros. O bom gestor público deve estar sempre atento ás solicitações do eleitorado, afinal ninguém sabe mais do que o próprio morador do que o seu bairro precisa.

Em 2016, ocorrem ás eleições municipais, onde segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 144 milhões de eleitores em 5.568 cidades, devem votar em prefeito e vereador, escolhendo os mandatários que ocuparão tais funções pelos próximos quatro anos, de Janeiro de 2017 a Dezembro de 2020 respectivamente. Em todo o país, são 16.564 candidatos á prefeitura, o que corresponde a quase três nomes por vaga para chefe do executivo municipal. Já para vereador, o número de pretendentes ao cargo é ainda maior, totalizando 463 mil, sendo 7,9 candidatos para cada cadeira nas câmaras municipais Brasil á fora.

Com um número tão grande de pleiteantes, fica difícil ao cidadão escolher qual candidato e plataforma de campanha, melhor atenderão suas necessidades, do mesmo modo aos aspirantes ao pleito, para angariar votos e conquistar o eleitorado, se faz essencial conhecer o seu público para a apresentação de propostas e uma comunicação direta e eficaz com o mesmo.

Em um passado não tão distante, além da já popular panfletagem, a interação entre candidato e eleitor se dava basicamente de forma presencial, no chamando “corpo a corpo”, onde o político caminhava em carreata visitando casas, ouvindo pessoalmente ás reivindicações e opiniões dos votantes. Hoje, ainda que tal atitude persista e seja fundamental para que ás pessoas se sintam próximas dos candidatos, há outros recursos que estabelecem tal contato e facilitam a disseminação da informação.

A TV e o rádio, como principais meios de comunicação em massa, tem papel importante nessa relação entre comunicador e comunicado através do horário eleitoral gratuito, criado em 1965 e amparado na Lei Nº 4.737, o qual é obrigatório á todas ás emissoras – no caso da TV não se aplica aos canais fechados - , e deve ser exibido simultaneamente. Obviamente quanto mais tempo disponível, maior a chance de atingir o eleitor, muito por isso, ocorrem entre os partidos políticos, a elaboração e criação das coligações, que reúnem siglas distintas dentro de um mesmo projeto de governo. Em suma, partidos menores acabam por apoiar os grandes, em cargos majoritários, o que garante minutos preciosos dentro da programação eleitoral, é importante dizer que tais “parcerias” precisam ser aprovadas pelos órgãos eleitorais competentes antes de serem estabelecidas.

Além do horário político, grandes metrópoles e capitais de estados, costumam contar com debates televisivos, onde os candidatos com ás maiores coligações e melhor posicionados em pesquisas de intenções de voto, se confrontam na apresentação de temas e propostas a serem implementadas em suas gestões.

No entanto, em tempos atuais, não podemos deixar de ressaltar a eficácia na utilização da internet e principalmente das redes sociais por parte dos candidatos. Essa é sem dúvida, a maneira mais rápida e prática de se estabelecer contato com o eleitor, não só para difusão de ideias, mas também para o esclarecimento de dúvidas e ouvidoria de críticas e sugestões. Cabe uma ressalva, contratar de forma direta ou indiretamente, pessoas e/ou grupos para denegrir e ofender a imagem de adversários políticos é considerado crime com base na Lei n° 9.504/1997, podendo resultar em pena em regime fechado de 2 a 4 anos e estabelecimento de multa a ser definida em juízo.

Na política, podemos dizer que o trabalho é divido da seguinte maneira: 50% ação e 50% comunicação. Toda campanha eleitoral bem sucedida e vitoriosa, deve atingir fortemente o público pela razão e emoção, não á toa, investe-se tanto em material de divulgação e pessoal especializado em publicidade. Cabe ao eleitor pesquisar, comparar e discernir se a verdade de cada candidato corresponde de fato a realidade, ou se são apenas promessas eleitoreiras que serão esquecidas assim que os votos necessários para a conquista do cargo forem obtidos.

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